sexta-feira, 7 de junho de 2019

Solenidade celebra dez anos do IF Sudeste MG e encerra V Simepe em Santos Dumont

Institutos Federais: dez anos transformando vidas. A tarde de quinta-feira (6) associou o V Simpósio de Ensino, Pesquisa e Extensão e a comemoração oficial da primeira década de vida do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sudeste de Minas Gerais. O Campus Santos Dumont recebeu a solenidade que reuniu diversas autoridades civis e militares, ex-reitores e pró-reitores e atuais gestores da instituição, resgatou os dez anos da história de uma educação emancipadora e também premiou destaques do V Simepe, realizado de 4 a 6 de junho. Precisamente, o IF Sudeste MG completou dez anos em dezembro de 2018, mas as celebrações se estenderam até o primeiro semestre deste ano.


O evento prestou homenagem a todas as pessoas que ocuparam cargos de gestão e contribuíram diretamente para o desenvolvimento do IF Sudeste MG em sua primeira década. Receberam troféus os autores (ou seus representantes) de nove trabalhos técnico-científicos do Simepe, nos eixos Ensino, Pesquisa e Extensão, além dos vencedores do concurso de inovação “Hackathon – IF Inteligente”, em que estudantes dedicaram três dias à busca de soluções para a instituição, e do “Curta IF”, que propôs a produção de filmes curtas-metragens tratando do IF como um agente transformador de vidas. A página simepe.ifsudestemg.edu.br disponibilizará a relação completa dos ganhadores.

A visão dos gestores

Os três reitores que o IF Sudeste MG já teve discursaram na solenidade: os professores Mário Sérgio Costa Vieira (reitor de 2009 a 2013), Paulo Rogério Araújo Guimarães (de 2013 a 2017) e Charles Okama de Souza (de 2017 até hoje). Mário Sérgio destacou, por meio de uma associação histórica, o potencial que têm os Institutos de abrir portas para pessoas de todas as camadas sociais.

“Faço um paralelo dos Institutos Federais com a Revolução Universitária de Córdoba ocorrida na Argentina em 1918”, associou o professor Mário Sérgio, “quando alunos daquela universidade saíram às ruas em protesto, reivindicando uma mudança nos rumos do ensino superior da Argentina. Os estudantes pediam uma universidade voltada para os anseios e necessidades da população e que não atendessem somente à elite intelectual, financeira e eclesiástica do país, exigindo uma maior abertura para todas camadas sociais argentinas”.

Paulo Rogério resgatou, com satisfação, o que foi realizado na década inicial do IF Sudeste MG. “Vejo com muito orgulho o que construímos, saindo de um ponto em que não tínhamos uma referência clara. Acreditávamos que criaríamos uma instituição que transformaria a realidade de muitas cidades da região e estamos conseguindo fazer isso. Rever todos os amigos que ajudaram nesse processo de construção traz muito orgulho. Todos nós devemos nos unir em defesa dessas instituições”, pediu o ex-reitor.

"Os Institutos Federais não são mais um projeto de governo", acrescentou o atual reitor, professor Charles Okama, “mas são um projeto de estado, são do povo brasileiro. Devemos manter essa instituição com toda a capacidade de oferta que ela tem. Temos aqui a estrutura do Campus Santos Dumont como um simbolismo da transformação do IF Sudeste MG. Diante de todo o esforço que foi feito (para que a estrutura chegasse ao atual estágio), temos um sentimento de orgulho”.

Santos Dumont

De fato, o Campus Santos Dumont foi transformado nos últimos anos. A instituição que sediou o Simepe e o evento que celebrou oficialmente os 10 anos do IF Sudeste MG não apenas expandiu a oferta de cursos, mas também sua área útil, a partir da reforma do antigo pátio da extinta Rede Ferroviária Federal, onde foram realizadas praticamente todas as atividades do Simepe. Uma das autoridades que compareceram ao evento, aliás, participou do processo de criação do Campus Santos Dumont, ainda em 2010: o sandumonense Luiz Dulci, que foi ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República entre 2003 e 2010.

“Santos Dumont é uma cidade industrial, com fábricas criadas no fim do século XIX e no início do XX. Mas depois a cidade experimentou um período de certa decadência. Havia aqui todo um complexo ferroviário, com uma belíssima escola que formava profissionais muito respeitados no país inteiro, uma oficina de manutenção de vagões e uma série de outras estruturas ferroviárias. Quando a Rede Ferroviária foi extinta, quem é de Santos Dumont sentiu muita tristeza. Não só pelo fechamento, mas porque toda uma região da cidade estava se deteriorando”, relatou Dulci.

“Então a criação do IF em Santos Dumont foi uma dupla conquista”, completou o ex-ministro, “educacional, porque gera uma oportunidade extraordinária para a juventude de Santos Dumont e de toda a região, mas também urbanística, desse espaço, que estava ficando muito degradado. Hoje há uma série de empresas, pontos comerciais. Para nós, sandumonenses, o IF representa uma dupla alegria”.

Minha foto é 10

Uma das ações para celebrar os dez anos do IF Sudeste MG foi um concurso fotográfico em que estudantes e egressos mostraram seus olhares sobre a instituição. Após a primeira fase, em que as imagens foram postadas no Facebook e receberam as reações do público em geral, uma comissão avaliadora atribuiu pontuação às fotos, considerando critérios técnicos e de originalidade da ideia. As dez imagens mais bem avaliadas compuseram uma exposição durante o V Simepe, e seus autores foram premiados durante o evento.

A aluna Raila Andrade, do curso técnico em Química do Campus Barbacena, é a autora da foto que recebeu o maior número de interações positivas na rede social e também a maior pontuação da comissão “Eu ainda não tinha uma ideia de como seria a foto. Estava com uma amiga e vi o reflexo (da fachada da unidade) nos olhos dela. Ao tirar a foto, a proposta era passar meu olhar sobre o IF para as pessoas, de como o Campus Barbacena é maravilhoso”, contou Raila, que mostrou em sua foto um dos lugares mais marcantes do IF Sudeste MG.

“Todos os dias, quando passamos na fachada, ela está maravilhosa. Não importa o clima – sempre é bonito. Os alunos se reúnem ali – tem roda de conversa, música. Tornou-se um lugar importante para a gente”, concluiu. Como sua foto obteve os melhores índices do concurso, além da homenagem materializada por uma placa, a aluna ainda recebeu o troféu oficial do V Simepe, também entregue aos vencedores dos concursos e das categorias dos trabalhos técnico-científicos. O prêmio foi produzido no Campus Santos Dumont, por um centro de usinagem por comando numérico computadorizado. O suporte do troféu também foi confeccionado na unidade, por uma impressora 3D.

Integração e modernização

O evento teve ainda o lançamento do novo portal do IF Sudeste MG, que permitirá maior integração entre todas as unidades e mais eficiência na navegação para o usuário. A novidade foi anunciada pelo pró-reitor de Desenvolvimento Institucional, professor Aluísio de Oliveira, e detalhada pela equipe que desenvolveu o site. O Comitê de Comunicação e Marketing também apresentou, durante a solenidade, a revista digital produzida para celebrar os dez anos da instituição. 

No encerramento da solenidade, o cantor Dudu Costa, de Juiz de Fora, apresentou-se com um repertório de Música Popular Brasileira.
Daniel Leite
06/06/2019

V SIMEPE: Professores e estudantes marcam presença na palestra da Elika Takimoto


A comunidade acadêmica do IF Sudeste MG prestigiou a palestra Força = Massa x Imaginação da renomada professora Elika Takimoto.

Na ocasião, vários temas foram debatidos e a palestrante da tarde contou sobre suas experiências. Em um trecho de sua palestra, ela destacou a importância da filosofia. “Com essa bagagem que eu encontrei principalmente na filosofia. Porque a filosofia está aqui para abrir a nossa mente, para fazer a gente enxergar. Sem ela a gente não consegue enxergar uma séria de coisas.”

Elika Takimoto enfatizou também a importância de participar de um evento com o SIMEPE: “Visitar qualquer universidade pública, qualquer instituição pública para mim é sempre muito gratificante. Conhecer o Instituto Federal, aqui essa unidade em Santos Dumont, ver esses vagões aqui, saber o quanto isso aqui cresceu. Conhecer os professores e professoras que foram responsáveis, que lutaram para que hoje ele estivesse dessa forma lindíssima, com essa vibe aqui, com esse Simepe maravilhoso. Isso eu acho que não tem preço.”

Para quem não conhece, Elika Takimoto é professora de Física no Cefet/ RJ. Apesar da formação em Exatas, é política e escritora, vencedora do Prêmio Saraiva Literatura e autora de mais de dez livros. Justamente por transitar entre campos diversos, a doutora em Filosofia se define como uma prova de que “todos podemos ler, todos podemos escrever, todos podemos calcular”. É a primeira mulher coordenadora de Física numa instituição com mais de um século de existência. Com mais de 113 mil seguidores no Twitter, ela também já se destacou por revolucionar o ensino de Física usando princípios da Filosofia para promover o aprendizado. Outros diversos feitos podem ser conferidos no currículo lattes de Elika.
Bianca Alvin
06/06/2019


Transtornos alimentares, combate ao racismo e outros temas: conheça alguns trabalhos apresentados em pôsteres no V Simepe


A divulgação de resultados de pesquisas desenvolvidas dentro do IF Sudeste MG é um dos principais objetivos do Simepe. Nesta quinta edição, a apresentação de pôsteres sobre estes trabalhos ocupou a ala lateral do Bloco 1 do Campus Santos Dumont, porém com diferentes temas ao longo dos três dias de evento. Tanto estudantes como servidores de todas as unidades do IF Sudeste MG puderam participar da seleção realizada semanas antes do evento. Assim, a diversidade destas formas de conhecimento continuam sendo um destaque para quem visita a seção. Confira abaixo alguns exemplos.

Leitura e contação de histórias em ações extensionistas de combate ao racismo”
Autora representante: Samantha Cristina Cardoso, discente do 3o período do curso de Letras, do Campus São João del-Rei.

O pôster apresentou como um grupo multidisciplinar leva a escolas e ONGs de São João del-Rei atividades que levam alunos à reflexão com o objetivo de combate ao racismo. O trabalho se estende ao público infanto-juvenil, com contação de histórias sobre personagens negros, algo pouco usual em histórias famosas, segundo Samantha. Com adolescentes, as atividades discutem o preconceito em entrevistas, vídeos e textos. Já o trabalho em ONGs vai além. No caso do Centro de Defesa dos Direitos Humanos da região das Vertentes (CDH), que funciona como um espaço comunitário para aulas, eventos beneficentes e encontros, houve apoio de aprendizes de Logística para que melhorias fosse realizadas inclusive na gestão do centro. Os resultados parciais são discutidos em grupos de pesquisa, como o Núcleo de Estudos e Pesquisa Afro-brasileiros e Indígenas (NEABI) e já estiveram presentes em eventos acadêmicos como o Congresso de Pesquisadores/as Negros/as (COPENE)

Avaliação da eficácia de uma intervenção preventiva da insatisfação corporal e dos transtornos alimentares entre adolescentes na cidade de Barbacena-MG”
Autora representante: Alcimara Campos de Morais Rodrigues Araújo, aluna do 9o período do curso de Nutrição do Campus Barbacena.

Alcimara apresentou em seu pôster os resultados do projeto “Corpo em Questão”, inspirado em um projeto canadense e adaptado para aplicação no Campus Barbacena. Pesquisadores usaram questionários para coletar informações de mulheres desta unidade, com o objetivo de entender a insatisfação feminina com o corpo e a adoção de dietas restritivas. Os resultados apontam sintomas de descontentamento e mostram que eles ocorrem principalmente entre adolescentes. A partir de então, foram realizadas ações de intervenção que se mostraram bastante exitosas na mudança de perspectivas. Houve redução da insatisfação corporal, da internalização do ideal de magreza e na ocorrência de sintomas de transtornos alimentares.

Centralidade de tempo baseada em conectividade em grafos variantes no tempo”
Autora representante: Ana Cláudia Martins de Souza, docente do departamento de Ciência da Computação do Campus Juiz de Fora.

Ana Cláudia concluiu um curso de mestrado recentemente e levou ao Simepe os resultados de sua dissertação, onde o foco foram trens, ônibus, balsas e aviões da Grã-Bretanha. Usando redes de transporte complexas para representar seu objeto de estudo, a professora teve como meta utilizar todas as partidas e chegadas de variados meios de locomoção para identificar os momentos mais movimentados e quais os prováveis melhores momentos para se viajar “economizando” tempo.

Desenvolvimento de um sistema para a aproximação entre contratantes e profissionais autônomos” e “Taverna do bardo: uma rede social e loja virtual para comercialização de jogos de tabuleiros e cartas”
Autores representantes: Bruno Fonseca Rossi, docente do curso FIC de Programação Web do Campus Avançado Cataguases e Lucas de Santana Farias, aluno do mesmo curso.

Lucas e Bruno relataram que o do curso FIC (Formação Inicial e Continuada) de Programação Web do campus Cataguases tem como projeto final a construção de um site funcional e hospedado na internet. Os dois pôsteres apresentados no V Simepe são justamente de sites desenvolvidos pelos alunos. O primeiro deles tem o objetivo de gerenciar a oferta de serviços de limpeza e reparos, enquanto o segundo oferece serviço de compra e venda de jogos de tabuleiros e cartas, servindo ainda como espaço de conversas e negociações em formato de fórum.

Informações: Dênis Lamas
Texto: Elisa Franco
06/06/2019

Mesa-redonda debate transformação das vidas de quatro egressos do IF Sudeste MG

Quatro ex-alunos do Instituto Federal do Sudeste de Minas Gerais compartilharam suas trajetórias pessoais e profissionais na tarde de quinta-feira (6), durante a última mesa-redonda do V Simpósio de Ensino, Pesquisa e Extensão, no Campus Santos Dumont. Egressos dos campi Barbacena, Juiz de Fora e Manhuaçu, respectivamente, Raquel Campos, Mônica Ribeiro e Felipe Almeida explicaram de que maneira o Instituto Federal transformou suas vidas. O debate foi mediado pela pró-reitora de Ensino do IF Sudeste MG, professora Gláucia Teixeira, que também foi aluna do Campus Juiz de Fora – precisamente, do Colégio Técnico Universitário (CTU), que depois se tornou parte do IF Sudeste MG – e hoje pode retribuir, na condição de servidora, a Educação de qualidade que recebeu quando era estudante.

Educação que emancipa: seja o que você quiser

Raquel iniciou seus estudos na antiga Escola Agrícola de Barbacena, em 2007. Quando ela concluiu o Ensino Médio, a instituição já havia se transformado em um dos campi do IF Sudeste MG. A partir de 2010, ela cursou Licenciatura em Química no Campus Barbacena – durante a graduação, fez um intercâmbio na Hungria. Em seguida, Raquel concluiu mestrado em Bioquímica e, atualmente, faz o doutorado na mesma área na Universidade de São Paulo (USP).

De acordo com a egressa do Campus Barbacena, sua trajetória é um exemplo de como o IF habilita seus estudantes a seguirem a carreira que quiserem. “Eu até passei em um concurso, mas não quis permanecer. Tive a oportunidade de fazer um intercâmbio, que abriu ainda mais o leque de opções. Escolhi seguir a carreira acadêmica porque quero ser professora e ter a possibilidade de ajudar outras pessoas, como eu fui ajudada. Sou muito grata ao Instituto Federal. Desde o Ensino Médio, tive uma educação sensacional”, avaliou Raquel.

Felipe, por sua vez, fez o curso técnico em Eletrotécnica no Campus Juiz de Fora, antes de ingressar, na mesma instituição, na graduação em Engenharia Mecatrônica. Em 2013, fez um intercâmbio de um ano e meio no Canadá, o que lhe abriu as portas para um estágio em uma montadora em 2015. Em 2018, após alguns anos em sua área de formação, o ex-aluno do IF abriu uma startup que atua em Saúde e Tecnologia.

“Existem muitas possibilidades para o estudante que não quer só estudar a disciplina”, constatou Felipe, “e sempre é possível trazer ideias, projetos. Você é estimulado a isso. Desde o início, participei de programas de Extensão, Pesquisa e também do PET (Programa de Educação Tutorial). Dentro do IFly (grupo de aeromodelismo da Engenharia Mecatrônica), por exemplo, há o gerenciamento de equipes. Você sai da questão técnica e tem contato com inúmeras outras áreas”.

De acordo com as necessidades locais, sem fronteiras para os profissionais

Mônica ingressou no curso técnico em Cafeicultura do Campus Manhuaçu em 2017. Embora sua ideia inicial fosse aprimorar a produção de café em sua propriedade, ela acabou descobrindo outros horizontes e foi contratada para prestar serviço em produção de café conilon a uma fazenda no Mato Grosso. Ainda que continue morando em Manhuaçu, ela vai ao Centro-Oeste com frequência para desenvolver o trabalho presencialmente.

A existência do curso técnico em Cafeicultura em Manhuaçu tem tudo a ver com o arranjo produtivo local, uma característica marcante dos Institutos Federais. Apesar disso, os estudantes não estão limitados a suas regiões. “Quando você não é profissional na área, produz do jeito que aprendeu com a família”, explicou Mônica, “mas, com o curso técnico, você aprende a manusear o solo, a preservar o meio ambiente, a fazer um produto de qualidade. Por isso, (o curso) é importante para a região de Manhuaçu. Eu mesma tinha a intenção de fazer isso na minha propriedade local, mas olha onde estou: no Mato Grosso, implantando um cultivo de café num lugar acostumado à monocultura”.
Daniel Leite
06/06/2019

Oficinas abrangem assuntos como tecnologia e meio ambiente no terceiro dia do Simepe

Entre as oficinas oferecidas, projeto que estuda triângulos esféricos se destaca pela participação de estudantes bolsistas ministrando a aula


O Simepe é um evento voltado para o desenvolvimento científico e como a ciência se faz através da colaboração de muitas cabeças, nada mais propício do que a realização de oficinas e minicursos. Oportunidade de mostrar o trabalho realizado e de aprender com críticas e sugestões, as oficinas oferecidas neste dia 06/06, terceiro dia de evento, trataram de temas diversos como tecnologia aplicada ao trabalho, preservação do meio ambiente e jogos.

Uma dessas atividades teve como expositores dois alunos participantes do projeto que deu origem à oficina, o João Gabriel Lúcio Conceição e a Gabriela de Freitas Lima. Ambos estudam em Juiz de Fora e, sob a supervisão do professor orientador, Ângelo Pereira do Carmo (também do Campus Juiz de Fora), conduziram o tema “Triângulos esféricos e aplicações” durante uma hora e meia do evento.

O projeto, que inclui também o professor Artur Afonso Guedes Rossini, foi concebido inicialmente para ofertar uma geometria que não faz parte do currículo do ensino médio. De acordo com o professor Ângelo do Carmo a ideia era ampliar a visão dos discentes, apresentando esse campo da matemática muito aplicado no nosso dia a dia. “Temos na geometria esférica a base da navegação de aeronaves e navios. No nosso projeto, inclusive, fizemos experiências práticas que utilizam esse conhecimento”, conta.

O grupo está agora criando um aplicativo com esse tema, além das aulas regulares que os discentes frequentam. Gabriela é aluna do curso técnico de Edificações e João Gabriel é aluno do curso técnico de Metalurgia; a curiosidade deles a respeito da geometria esférica ajudou a abrir a mente. “Na metalurgia temos cálculos de materiais que envolvem essa geometria. Em mim, o projeto despertou a vontade de cursar matemática como ensino superior” afirma João. Já Gabriela relata como foi a experiência de dividir seu conhecimento com os participantes da oficina: “começamos um pouco nervosos, era nossa segunda palestra, mas depois tudo correu bem, foram muito receptivos”, conta sorrindo.


Também foram oferecidas no dia 06/06:

“Sala de aula InovAtiva” - Emerson de Oliveira Muniz
“Introdução à propriedade Intelectual: marcas, patentes e outros” - Simone Guedes Donnelly
“Triângulos esféricos e aplicações” - Ângelo Pereira do Carmo
“Gestão de serviços de TI com ITIL” - Teresinha Moreira de Magalhães
“Oficina de jogos de raciocínio” - João Paulo Lima de Miranda
“O quanto nossas pesquisas realmente conservam?” - Kelly Antunes e José Hugo Campos Ribeiro

João Vallo
06/06/2019