quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Desafios da internacionalização do IF Sudeste MG são discutidos em seminário

“As perspectivas apontam para a necessidade de um esforço institucional que garanta ações de internacionalização que integre os eixos de ensino, pesquisa e extensão”. O diagnostico feito pelo reitor do IF Sudeste MG, Charles Okama, durante a abertura do VI Seminário de Internacionalização, realizado na manhã desta quarta-feira (29), revela a necessidade de buscar parcerias, ampliar acordos e proporcionar experiências e oportunidades para alunos, professores e servidores. E foram estes os objetivos do evento.

O reitor ainda destacou o programa de mobilidade internacional realizado com recursos do IF Sudeste e que beneficiou 28 alunos dos campi que ofertam cursos de graduação. O intercâmbio foi realizado no início deste ano em instituições parceiras de Portugal, do Reino Unido, da Bélgica, da Argentina e do Uruguai. “Foi um projeto piloto com resultados satisfatórios. Vamos aperfeiçoar ainda mais essa iniciativa e oferecer novas oportunidades em breve”.
Durante a abertura do evento, foi assinada uma parceria com a AFS Intercultura Brasil, uma organização voluntária internacional de intercâmbio sem fins lucrativos,  representada pela vice-diretora Ann’Andreza Carvalho Martins. O primeiro passo desse tratado já está definido: em agosto de 2018, o IF Sudeste receberá dois intercambistas alemães que vão dar suporte às ações administrativas, tanto da Assessoria de Relações Internacionais, quanto do Centro de Línguas. 
O evento também contou com a participação de representantes de entidades, como o Education USA, fonte oficial de orientação acadêmica do governo norte-americano; e do Consulado do Canadá que apresentaram diversos programas de mobilidade ofertados por seus países. Para o assessor de Relações Internacionais do IF Sudeste MG, Daniel Augusto de Oliveira, além da oportunidade de aperfeiçoamento profissional, o intercâmbio possibilita a troca de experiências com outras culturas. “Essas experiências trazem um efeito avassalador de transformação social na vida das pessoas. Por isso, nossas perspectivas são de fortalecer essas ações de internacionalização de forma integrada com as dimensões de ensino, pesquisa, extensão e inovação”.  
O seminário contou, também, com relatos de experiências de alguns alunos que participaram do programa de mobilidade internacional do IF Sudeste MG. A aluna de Tecnologia de Laticínios do Campus Rio Pomba, Thaysa Teixeira Almeida, passou 45 dias no Instituto de Guarda, em Portugal.
Ela desenvolveu um projeto com uma queijaria local e acompanhou todo o processamento do produto que é feito com leite de ovelha e coagulado com flor do cardo. Essa produção dá origem ao queijo serra da estrela. “É um tipo de produção que não temos no Brasil. Lá eles valorizam um processo mais artesanal que contrasta com a produção automatizada daqui. Trouxe essa experiência e desenvolvemos nos laboratórios do campus. É uma nova experiência que vai me proporcionar oportunidades para ingressar em mestrados, tanto aqui no Brasil, quanto em outros países”.
Texto e fotos: Pedro Lima
Fotos: Louise Moraes