quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Mesa redonda dedicada à extensão inicia os trabalhos do último dia de Simepe

Com palestrantes da UFRJ, do IFSC e do IF Sudeste MG, a mesa redonda “Curricularização e acreditação da extensão nos cursos do IF Sudeste MG” iniciou os trabalhos do último dia do II Simepe. Os três palestrantes destacaram a necessidade de expansão dos projetos de extensão e de envolvimento de toda a comunidade acadêmica, além da possibilidade de tanto TAEs quanto docentes serem coordenadores de projetos deste segmento.

A professora Maria Elizabeth Rodrigues, Pró-reitora de Ensino do IF Sudeste MG, expôs suas reflexões sobre as perspectivas e desafios do Plano Nacional de Educação e os projetos pedagógicos da instituição. “Eu vejo, quando avalio projetos pedagógicos, que às vezes a maior preocupação é elencar os componentes curriculares. Nossos projetos precisam também contemplar as atividades complementares. Quase sempre, elas são citadas nos textos dos projetos, mas de maneira muito genérica. Não há uma explicação sobre o que exatamente se pretende fazer em termos de extensão.  Estamos celebrando o Simepe, mas em nossa prática do dia a dia temos muito ainda a fazer”, provocou.
Já a professora Ana Inês Souza, Superintendente Acadêmica de Extensão da UFRJ, falou sobre a experiência da extensão em currículos de graduação da universidade. Segundo ela, na instituição, há uma preferência pelo termo “creditação” em detrimento da palavra “curricularização”. “Nosso objetivo é, claro, dar créditos às atividades de extensão, mas não tem como implantar um modelo único para a todos os cursos e campi. A extensão não pode ser pensada numa perspectiva generalista, há que se considerar o entorno e as condições impostas por cada curso”, ponderou.
Segundo o professor Golberi Ferreira, Pró-reitor de Extensão do IFSC, a presença dos Institutos Federais em mais de 700 municípios do país favorece as atividades de extensão. “Estar presente em cidades menores leva nossos projetos extensionistas a fazerem muito mais sentido, ou seja, são mais ricas as possibilidades de interação entre as comunidades acadêmica e externa”, destacou.
Texto imagens: Paula Faria